quarta-feira, 3 de dezembro de 2014




Amo a sua sonoridade

Levaram o excesso
A energia que levei uma vida acumulando
Sem parar
Correndo com os pés sangrando no salto agulha
E sorrindo para os canalhas que batiam palmas

Fui tão boa fazendo o que outros me mandavam
Sem sentir cada minuto perdido pela ausência da simples sonoridade da vida
Junto com a das palavras que eu tanto amo 
Foi escorrendo pelas mãos cada rima perdida, cada conto esquecido, cada história abandonada.

Abandonei meus sonhos para viver sonhos alheios.
E fiz isso de uma maneira tão perfeita que acabei acreditando que fossem meus.
Olho todos meus versos e choro pela gratidão 

Gratidão em ter sido parada pela vida e poder reescrever meu caminho.
Assim... com rimas, sem rimas, com questionamentos, romances, contos, cartas, letras e toda a vida escrita para deixar pegadas diferentes e imortais aos que amo.

Porque bom mesmo é poder dar o elixir da vida eterna a quem se ama por meio das palavras.

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