terça-feira, 24 de setembro de 2013

Viver Para Sonhar: Início do Fim

Viver Para Sonhar: Início do Fim: Perder o encanto... Eis a parte mais dolorida. Rasga a alma Emudece o grito Toma a cor da vida pesada. Caminho com o ro...

Início do Fim



Perder o encanto...

Eis a parte mais dolorida.
Rasga a alma
Emudece o grito
Toma a cor da vida pesada.
Caminho com o rosto no frio
Pra queimar e fazer lembrar
O instante irritante, o segundo esquecido
Onde começou a ofuscar.
Lágrimas trazem a mágica 
Que de tão teimosa, quis 
Porque quis nascer um dia
E brindar meus sonhos com felicidade.
Quisera poder buscar pela mão
E nunca mais deixar escapar o encanto. Convidá- lo pra entrar e sequestrar sua presença.
Sem resgate, sem segunda chance, sem refém.

domingo, 22 de setembro de 2013

Louca


Se loucura era sua companheira, pobre dos que acreditavam nisso. Quem precisa ser louco quando se vive nesta realidade...
Onde tudo é passageiro
Vidas são efêmeras
Amores são transitoriamente desconectados
E dinheiro compra caráter

Quisera ter a insanidade como companheira e ver uma realidade fantástica
Onde tudo que importa, permanece
Vidas são valorizadas
Amores são entregas que libertam
E caráter não se compra.

Olhe nos meus olhos... eu ainda enxergo a verdade. E confio em promessas.
Pobre garota tola!
Dança sozinha e ri de si mesma!
Ri da covardia a lhe lamber os pés
E ri da própria teimosia em insistir.

Quem disse que mudar o mundo é impossível, nunca tentou mudar a si mesmo.

Desejo




Eu lhe desejo sonhos. 
E nem precisam ser grandiosos, exuberantes ou apocalípticos.
Apenas sonhos.
Que façam seus olhos brilharem quando o resto for dor.
Que tragam o sorriso inesperado no momento mais inoportuno ( esses são os melhores!)
E o desejo de mãos dadas de mudar.
Pode até ser pra pior, nunca se sabe. Mas mudar é essencial.
Que seus sonhos sejam castelos de areia ou a melhor montanha russa do mundo!
São seus. 
E quando começam a virar realidade, que você tenha a sabedoria de ter novos.
Porque sabemos o quanto custa sonhá- los!

sábado, 21 de setembro de 2013

Espelho



Eu sou a menina perdida
A fada exuberante
A guerreira desiludida
Que enterrou sua espada
Em algum lugar da estrada

Indecifrável porém bela
Amante da utopia
Sonhadora por excelência
E só.

Sou a adolescente mimada
A puta recalcada
A velha enrugada
A bruxa que chora na fogueira
Só por observá- la.

Sou a mãe de todos
A sapeca que ri 
O ventre que gera palavras.

Sou tão imperfeita
Quanto única
A que tropeça nos próprios erros
E erra duplamente.

Sou a saudade desenfreada
A coragem indomada
A lágrima que cura
O amor imortal.

Sou a paixão por um único homem
O respeito pela indecisão
A prisioneira sem grades
A ignorância sublime da arrogância.

Fridamente Intensa

Quisera eu saber pintar
Por uma hora, uma tarde, uma vida.
Pintar a alma e todos os matizes
Do dilúvio encarcerado.
Escancarar o sofrimento
Romper a alegria
Não poupar a intensidade.
Doer até o limite do inatingível
Sem se preocupar em transbordar lágrimas.
Correr ao lado da alma, sem calma.
Não domar a natureza rebelde
Romper com tudo.
Coragem de ser intensa
Fridamente intensa.



Eu tenho loucuras incomensuráveis
Dores passageiras
Medos ridículos
E pouca resiliência. 

Tenho certezas inconstantes
Sonhos indeterminados
Risadas impróprias
E humor duvidoso.

Tenho amor de sobra
Burrices inexplicáveis
Gentilezas ocasionais
E intensidade.

Tenho prazeres secretos
Livros que me salvam
E fé. Para continuar, caminhar.

Tenho olhos velados
Alma de cigana
Versos nos dedos
E canetas que sorriem.

Tenho tanto que renasço
E vivo por acreditar
Que tudo vai dar certo.
Vivo de Amor
Respiro sentimentos
Sonho com o improvável
Realizo o permitido.
Escrevo para falar. O que não cabe na alma. Transborda pelos poros e emudece a boca.
Grito com o papel.
Faço amor com as letras
Caminho com o roçar do teclado nos dedos ímpares.
O descaso, o esquecimento e a falta de interesse é que me apavora. Mais do que uma vida ordinariamente padronizada.
Preciso da entrega, do submundo de mim mesma, dos maiores desejos e as piores imperfeições para amar.
O diferente ilumina cada linha.  O comum, apenas sombreia.
Idéias novas me fascinam. Amo a esquina, a dobra, muito mais do que qualquer avenida principal.
Sou a menina, a mãe, a santa e a prostituta.
Tudo misturado e revirado numa só alma.
Bipolaridade não é nada para a mulher que carrega o universo na própria essência.
Meu equilíbrio é o extremo, porque meio termo não convence. É certinho em demasia.
Deliro com o aroma do mato, do livro novo, do vinho branco, da pele do meu homem.
Cheiros regem minha alma, vejo pouco, ouço muito, falo quando escapa e sonho sem limites.Escrever registra o que ouvidos não escutam.
Sou capaz de sabotar o que me machuca, destrói e corrompe porque não desisto.
Insisto quando minha alma grita e desisto apenas quando percebo que cheguei a roer os próprios dedos.
Vendo sonhos por amor, trago a paixão em cada linha de erros, tristezas e dúvidas.
Gosto de ficar só e liberdade só compensa na troca do amor que desnuda, compartilha, ensina, fascina.
Mostrar menos