sábado, 21 de setembro de 2013

Vivo de Amor
Respiro sentimentos
Sonho com o improvável
Realizo o permitido.
Escrevo para falar. O que não cabe na alma. Transborda pelos poros e emudece a boca.
Grito com o papel.
Faço amor com as letras
Caminho com o roçar do teclado nos dedos ímpares.
O descaso, o esquecimento e a falta de interesse é que me apavora. Mais do que uma vida ordinariamente padronizada.
Preciso da entrega, do submundo de mim mesma, dos maiores desejos e as piores imperfeições para amar.
O diferente ilumina cada linha.  O comum, apenas sombreia.
Idéias novas me fascinam. Amo a esquina, a dobra, muito mais do que qualquer avenida principal.
Sou a menina, a mãe, a santa e a prostituta.
Tudo misturado e revirado numa só alma.
Bipolaridade não é nada para a mulher que carrega o universo na própria essência.
Meu equilíbrio é o extremo, porque meio termo não convence. É certinho em demasia.
Deliro com o aroma do mato, do livro novo, do vinho branco, da pele do meu homem.
Cheiros regem minha alma, vejo pouco, ouço muito, falo quando escapa e sonho sem limites.Escrever registra o que ouvidos não escutam.
Sou capaz de sabotar o que me machuca, destrói e corrompe porque não desisto.
Insisto quando minha alma grita e desisto apenas quando percebo que cheguei a roer os próprios dedos.
Vendo sonhos por amor, trago a paixão em cada linha de erros, tristezas e dúvidas.
Gosto de ficar só e liberdade só compensa na troca do amor que desnuda, compartilha, ensina, fascina.
Mostrar menos

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